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Taisō-Ryohō
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Reeducação
da mente, corpo e energia através de movimentos
A prática de exercícios físicos no Ocidente e
no Oriente demonstra a diferença na concepção da saúde.
Enquanto
os povos relacionam as atividades físicas
com o estado de saúde há algumas décadas, os orientais desenvolvem
há séculos diversas técnicas de exercícios que proporcionam, não
somente o fortalecimento dos músculos e os aspectos estéticos
corporais, sobretudo a vitalidade, o movimento e o
equilíbrio.
Todavia,
a grande distinção da prática física em saúde no Ocidente e no
Oriente é que nos exercícios ocidentais são enfatizadas as repetições
mecânicas dos movimentos, na maioria das vezes carentes de uma
atividade mental correspondente, podendo levar à fadiga e ao
desinteresse. É por esse motivo que as pessoas não dão continuidade
às atividades físicas recomendadas.
As
práticas orientais, entretanto, motivam os praticantes pelo fato de
envolverem a sincronia da atividade mente-corpo, a mobilização
energética, levando à restauração da vitalidade, ou seja, os
praticantes terminam suas atividades com mais disposição física e
mental e, maior vitalidade.
Outro
ponto fundamental consiste na busca do movimento espontâneo e
autêntico de cada praticante: o indivíduo tem o seu próprio
biorritmo e seu próprio movimento corporal inato. Toda atividade
física deveria respeitar o movimento original de cada um, o que não
ocorre na maioria das vezes. Quase a totalidade das práticas físicas
atuais visam, em verdade, o aumento da capacidade
cárdio-aeróbica, o fortalecimento muscular, o condicionamento
físico e a repetição de movimentos sem muito compromisso com a
criatividade e a espontaneidade.
O
movimento terapêutico Honnō
se fundamenta na noção da dinâmica da natureza, não se fixando
apenas na estrutura física, mas sim em seus movimentos e em torno
dela. O objetivo terapêutico é identificar os movimentos
relacionados ao adoecimento, que são dinâmicas de influência
antinatural, e restaurar os movimentos que levam ao equilíbrio: o
movimento intrínseco do corpo no sentido da cura. Assim sendo, o
movimento Honnō
é apenas o processo natural de regulação própria do
organismo.
Nossos ancestrais mantinham atividades constantes
para sua sobrevivência, como colher, plantar, caçar etc. O
sedentarismo não é natural ao ser humano. Nas grandes
cidades, as atividades intelectuais e burocráticas ocupam tamanho
tempo de nossos afazeres que hoje muitos governos e empresas no Ocidente recomendam exercícios físicos dentro do local de trabalho.
A
relação entre exercícios físicos e saúde não é uma
novidade, porém para os orientais “não existe exercício físico
separado da atividade mental correspondente”, afirma o Dr. Sohaku
Bastos.
Os
exercícios do Honnō-Ryohō
consistem em movimentos simples, mas de grande relevância na ativação
da energia Qi. Por isso pode ser considerada como uma
prática de base energética.
As
artes marciais, o Yoga, o Tai-chi e o Qi-gong, são bons exemplos de
atividades mente-corpo integradas. Contudo, as práticas do Honnō-Ryohō,
que envolvem o Taisō-Ryohō
e o Honnō-kikō,
são práticas físico-energéticas cujos movimentos obedecem a natureza
da dinâmica original de cada indivíduo. Em outras palavras, despertam
a movimentação original e autêntica que perdemos em detrimento dos
condicionamentos de nossas vidas, através de movimentos mente-corpo mecânicos,
repetitivos e, até mesmo, doentios.
A
reeducação da mente, corpo e energia através
do
movimento consiste em:
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Praticar
atividades físicas que estimulem a unidade mente-corpo-energia.
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Buscar
o desenvolvimento de movimentos que promovam prazer e bem-estar.
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Empregar
movimentos que despertem a dinâmica natural de auto-preservação,
auto-regeneração e de auto-cura.
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Praticar
diariamente atividades físicas que alternem força, suavidade,
flexibilidade, resistência, equilíbrio e vitalidade.
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Ativar,
através de movimentos próprios, os grandes centros de energia do corpo (Tantiens)
e mobilizar o fluxo energético do organismo para a saúde.
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