“A
reeducação respiratória é um desses recursos que a maioria não dá
valor por desconhecer a realidade: o homem não sabe respirar ou
desaprendeu. Não sabe controlar a respiração nas diversas situações
da vida. Desconhce, também, a importância da respiração no
controle emocional e na oxigenação adequada do organismo”,
“Honno:
A Essência da Medicina Oriental” .
“Não
consideramos o ar como nosso alimento físco-energético mais sutil e
mais importante. E por isso o poluimos sem grandes preocupações”,
diz o Dr. Sohaku Bastos.
A
respiração é o primeiro intercâmbio com o ambiente externo que
temos ao nascer. Com a respiração, nossas células abastecem-se de
oxigênio, e com glicose, aminoácidos e ácidos graxos, produzimos
CO2, H2O e energia: a fórmula química da respiração aeróbica –
que utiliza oxigênio.
Todas
as nossas células são capazes de produzir energia sem oxigênio, com
excessão dos neurônios. A respiração aeróbica, aquela que nos
abastece de oxigênio, é então essencial à manutenção da vida.
Sem oxigênio nosso cérebro geralmente aguenta pouco mais de um
minuto.
Mas
como respiramos sem oxigênio se nunca deixamos de respirar?
Ao
fazer atividades físicas intensas, ao respirarmos errado, ao
perdermos o controle de uma respiração adequada, o oxigênio
inspirado torna-se insuficiente para aquele momento em que o indivíduo
se encontra e, então, parte das células do organismo começam a
produzir energia sem oxigênio.
Este
é o momento em que começam os problemas:
Para
produzir energia sem oxigênio as células recorrem a outros
mecanismos disponíveis e um deles é a produção do ácido lático.
À partir daí os músculos acumulam o ácido e começamos a sentir a
musculatura rígida. A produção de energia é depois paralizada, já
que as enzimas não respondem bem em um ambiente ácido. A sensação
de dor e paralização dos músculos pode ser sentida rapidamente,
dependendo da quantidade de ácido produzida.
Isso
pode ocorrer durante uma corrida, caminhada, ou mesmo relaxando e
dormindo. Os metabolismos de indivíduos sedentários e atletas reagem
diferente a todas estas situações, a alimentação que cada uma
pratica também é responsável pela qualidade da respiração que
temos.
Saber
respirar
Para
os orientais, “a respiração
é instintiva, automática, vegetativa e inconsciente e é, ao mesmo
tempo, passível de controle, regulação e treinamento através da
vontade”, diz o Dr. Sohaku Bastos. “Eles
dominam a arte de respirar e a ciência de empregá-la nas mais
diversas situações que se relacionem com enfermidades”,
completa.
O
Prâna para os hindus, o Qi adquirido para os chineses e o Ki da
respiração para os japoneses, tem como objetivo a reeducação da
respiração para a promoção da saúde, o bem-estar e a longevidade.
Há
vários exercícios de respiração nas artes e ciências orientais,
como também várias finalidades. Em geral, os exercícios de respiração
devem ser praticados de bexiga
e estômago vazios, ou pela manhã em jejum. É recomendado também
que o ambiente seja arejado.
As
técnicas de respiração devem ser orientadas por um terapeuta
experiente e responsável, pois a respiração evoca estados
emocionais e físicos que podem entrar em conflito com tratamentos de
outras áreas, sendo alopáticas ou da Medicina Tradicional.
É
criterioso também manter uma alimentação adequada, pois a respiração
é um processo químico que envolve diversas substâncias do
organismo.
A
reeducação respiratória mente, corpo e energia consiste em: