“A
reeducação respiratória é um desses recursos que a maioria das
pessoas não dá
valor por desconhecer a realidade: o homem não sabe respirar ou
desaprendeu. Não sabe controlar a respiração nas diversas situações
da vida. Desconhece, também, a importância da respiração no
controle emocional e na oxigenação adequada do organismo”,
“Honno:
A Essência da Medicina Oriental” .
“Por
não
consideramos o ar como um
verdadeiro e
o mais importante
alimento, físico-energético,
poluímos
o
meio-ambiente sem grandes preocupações”,
diz o Dr. Sohaku Bastos.
A
respiração é o primeiro alimento que recebemos do meio externo ao nascer.
Todas
as nossas células são capazes de produzir energia sem oxigênio, com
exceção dos neurônios. A respiração aeróbica, aquela que nos
abastece de oxigênio, é essencial à manutenção da vida.
Sem oxigênio nosso cérebro perece em poucos minutos.
Saber
respirar
Para
os orientais, “a respiração
é instintiva, automática, vegetativa e inconsciente e é, ao mesmo
tempo, passível de controle, regulação e treinamento através da
vontade”, diz o Dr. Sohaku Bastos. “Eles
dominam a arte de respirar e a ciência de empregá-la nas mais
diversas situações que se relacionem com enfermidades”,
completa.
O
Prâna para os hindus, o Qi adquirido para os chineses e o Ki da
respiração para os japoneses, tem como objetivo a reeducação da
respiração para a promoção da saúde, o bem-estar e a longevidade.
Há
vários exercícios de respiração nas artes e ciências orientais,
como também várias finalidades. Em geral, os exercícios de respiração
devem ser praticados de bexiga
e estômago vazios, ou pela manhã em jejum. É recomendado também
que o ambiente seja arejado e sem poluição.
As
técnicas de respiração complexas devem ser orientadas por um terapeuta
experiente e responsável, pois a respiração evoca estados
emocionais e físicos que podem entrar interagir com outros tratamentos,
sejam alopáticas ou da Medicina Tradicional.
A
reeducação respiratória mente, corpo e energia consiste em: